Top 5 notícias da Edição do Dia (semana de 31 de julho a 04 de agosto)

Flipboard Brasil Blog / agosto 4, 2017


A Câmara dos Deputados decidiu nesta semana não aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, que é acusado de corrupção passiva por supostamente negociado favores com o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Temer usou os recursos que tinha em mãos para se salvar, principalmente a liberação de recursos para deputados em julho. Foram cerca de R$ 1,3 bilhão de reais em emendas parlamentares antes da votação. O fato, que pode não ter sido decisivo para Temer, ajudou o presidente a reconquistar parte do apoio que havia perdido. Ainda assim, o número de votos a favor da denúncia mostrou que a base do Governo na Câmara diminuiu.

Apesar da vitória de Temer ter contrariado a vontade da grande maioria da população brasileira, o jornal britânico Financial Times afirmou que a rejeição da denúncia trouxe novas esperanças para investidores.

1. Violência marca votação na Venezuela — DW

Destaque: “Milhões de venezuelanos foram às urnas neste domingo (30/07) para eleger os representantes da Assembleia Nacional Constituinte. A votação, criticada pela comunidade internacional e denunciada pela oposição como o último passo do governo Nicolás Maduro para consumar uma ditadura, foi marcada pela violência. Ao menos dez pessoas morreram durante os protestos contra o processo que ocorreram em várias cidades do país.

Os números sobre o comparecimento eleitoral são contraditórios. De um lado, a oposição comemorou a “grande abstenção” como sinal da recusa da Constituinte pelo povo. Segundo a coalizão oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD), apenas 12% dos 19,8 milhões de eleitores teriam ido às urnas. Por outro lado, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) afirmou que mais de 8 milhões de pessoas participaram da votação.”

2. Quanto a tentativa de salvar Temer custa ao Brasil — DW, Jean-Philip Struck

Destaque: “A poucas horas de enfrentar a sessão na Câmara dos Deputados que pode definir o futuro do seu governo, marcada para esta quarta-feira (02/08), o presidente Michel Temer tem usado sem cerimônia a máquina federal para conquistar votos de deputados.

Sua “campanha” inclui a promessa de bilhões de reais para emendas parlamentares e projetos em municípios e estados, criação de cargos comissionados e atendimento de demandas específicas de bancadas.”

3. Câmara vota hoje denúncia contra Temer — El País

Destaque: “O plenário da Câmara dos Deputados decide nesta quarta-feira, 2 de agosto, se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, acusado de corrupção passiva, por ter supostamente negociado benesses em troca de favorecer o empresário Joesley Batista, magnata da JBS e delator da Operação Lava Jato. Para que o pedido de abertura de processo criminal contra o presidente da República avance para o Supremo Tribunal Federal (STF), são necessários os votos de dois terços da Casa, ou seja, que 342 dos deputados votem pela aceitação da denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot.”

4. O que vitória na Câmara significa para futuro de Temer? — BBC, João Fellet e Mariana Schreiber

Destaque: “O presidente Michel Temer demonstrou que ainda conta com a maioria dos votos na Câmara dos Deputados ao barrar nesta quarta-feira o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para que fosse processado por corrupção.

Mas a perspectiva de novas denúncias da PGR, o esvaziamento dos cofres públicos e defecções na base aliada tornam incertas a conclusão do mandato de Temer e a retomada de sua agenda de reformas, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Embora tenha vencido com alguma folga, Temer viu sua base de apoio encolher a 51% da Câmara – o que pode pôr em risco sua agenda de reformas e forçá-lo a reorganizar a composição do governo, cedendo a partidos que pedem mais espaço em troca da fidelidade.”

5. O que a salvação de Temer diz sobre a política brasileira? — DW, Jean-Philip Struck

Destaque: “Há cerca de dois meses, o governo Michel Temer era dado como morto. Após o escândalo da JBS, que implicou diretamente o próprio presidente, surgiram especulações sobre uma renúncia, nomes que poderiam substituí-lo começaram a aparecer na imprensa, e alguns partidos da base romperam com o Planalto.

Mas o presidente reagiu. Distribuiu bilhões de reais em emendas parlamentares, ofertou cargos na máquina federal e atendeu demandas de setores da direita ruralista e evangélica da Câmara para conseguir sobreviver. A estratégia foi vitoriosa na quarta-feira (02/08) à noite, quando os deputados rejeitaram a aceitação da denúncia criminal contra Temer por suspeita de corrupção por 263 votos – contando ausências e abstenções, o total de apoios chegou a 284. Já a oposição, conseguiu magros 227 votos dos 342 necessários.”

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